BMW M5 – O legado

Published On 15 de Junho de 2012 | carros e marcas

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Tudo começa em 1985, quando o primeiro BMW M5 foi criado, era um verdadeiro lobo em pele de cordeiro. Uma carroçaria subtil, nome de código (chassi) E28. Debaixo do capot, um motor cheio de carisma e potência, o 6 cilindros em linhas com 3,5 Litros de capacidade, 24 válvulas e 286 cavalos de potência, retirado do exclusivo M1. O resultado deste “casamento” foi de facto dramático e marcou o começo de uma nova era, as berlinas desportivas. Pois este carro era capaz de ombrear com os demais desportivos da época mas permitia ser discreto o suficiente sem deixar de ser entusiasmante de conduzir. As performances eram notáveis na altura para um carro deste segmento. Arranque de 0 a 100 em cerca de 6,2 segundos e uma velocidade máxima de 242 km/h eram o seu cartão de visita.

bmw e28 m5 BMW M5   O legado

O sucesso fez com que a evolução continuasse. O reinado do E28 terminou em 1988, mas a BMW não descansou e lança a segunda geração do M5 em 1989. Plataforma E34, com mais potência e melhores performances.

A primeira fase desta geração usou uma evolução do motor do antigo E28. Mantendo a mesma cilindrada o motor debitava 315 cavalos e estava associado também a uma caixa manual de 5 velocidades. Na primeira fase: 0 a 100km/h em 6,3s e 255km/h (limitados electronicamente) eram as suas credenciais. Em 1991 a marca de Munique aumentou a capacidade do motor para 3,8 Litros e o aumento da potência era inevitável, nesta segunda fase do modelo o carro tinha 340 cavalos e caixa manual de 6 velocidades. Aqui as capacidades atléticas do modelo tornaram-no muito mais rápido que os seus irmãos mais velhos. 0 a 100 em 5,7s e 280km/h de velocidade máxima, também esta limitada. A receita era porém em tudo idêntica ao modelo sucessor, discreto mas capaz de performances extraordinárias. Por fim foi criada em 1992 a M5 E34 Touring, modelo este que foi na altura a carrinha mais rápida do mundo, e tinha os mesmos órgãos mecânicos do 3.8.

BMW E34 M5

A produção deste modelo cessou em 1995, mas só em 1998 a BMW lançou a futura geração deste ícone, iria permanecer em produção até 2003. O e39 era a nova arma da BMW para combater a concorrência e continuar a carreira da sigla M5. Era maior, mais confortável e bastante mais moderno. O motor era pela primeira vez um 8 Cilindros, neste caso em V com 4,9 Litros.

M5WP1

Debitava 400 cavalos e fazia 7000 rotações por minuto e já incorporava a tecnologia Vanos, que permitia uma melhor resposta ao acelerador. Usava uma caixa Getrag de 6 velocidades. Com isto conseguia atingir os 100km/h em cerca de 5 segundos e a velocidade máxima ficava-se pelos limitados 255 km/h. Uma vez mais o sucesso foi enorme e muitos adoravam as suas capacidades dinâmicas sem beliscar um bom nível de conforto e a descrição essencial neste segmento.

BMW E60 M5

Em 2005 a BMW apresentou ao mundo uma vez mais um novo M5. O E60 era uma montra tecnológica e era maior em tudo. Os números “dispararam” em todas as direcções. Foi um grande passo evolutivo em relação ao M5 E39 e era radicalmente diferente em quase todos os aspectos mas sem alterar a filosofia de carro confortável, discreto, dinâmico e potente tão patente desde o primeiro modelo.

O motor era maior em capacidade e número de cilindros. Um V10 com 5,0 litros, que debitava 507 cavalos de potência às 8250 rotações por minuto. Porém através das opções dos muitos computadores do E60 era possível escolher “apenas” 400 cavalos para uma condução mais relaxada e económica. A caixa de 7 velocidades de seu nome SMG, era sequencial com comandos manuais. Tinha 11 modos de selecção para o condutor escolher a velocidade das passagens de caixa. Era de facto um carro com um elevado nível de avanço tecnológico. A própria BMW na sua apresentação referiu isso mesmo. “A quarta geração do M5 prova que a ultra-alta tecnologia e emoção de condução podem de fato coexistir no mesmo veículo.” Os números não mentem quanto a capacidade deste M5; 0 a 100 em 4,7 Segundos e uma velocidade máxima limitada electronicamente de 255 km/h, porém deslimitado era possível atingir uns incríveis 328 km/h de velocidade máxima.

Ainda houve tempo para tempo para a BMW criar a carrinha M5 Touring E61 no qual partilhava todos os componentes e capacidades atléticas da berlina. Algo que já tinha sido feito no passado com o modelo E34.

Numa necessidade de acompanhar as novas tendências de downsizing das mecânicas, em 2011 surgiu a nova versão do M5 (F10), mas desta com mecânica sobrealimentada. Com menos cubicagem que o seu antecessor. Voltando às mecânicas de 8 cilindros em V, desta vez com 4,4 Litros de capacidade e dois turbos. As prestações são de alto nível: 0 a 100km/h em 4,4s e a velocidade máxima encontra-se limitada aos previsíveis 255 km/h. Porém sem o limitador o carro pode atingir os 305 km/h. Outra inovação é a nova caixa de 7 velocidades de dupla embraiagem que explora na perfeição os 560 cavalos e os 680nm de binário. A tecnologia está presente de forma abundante como a BMW já tinha habituado os seus clientes noutras versões.

Com esta última versão a marca conseguiu um carro confortável, rápido e cheio de gadgets com uma redução significativa em termos de consumo em relação ao último M5. A história não deve ficar por aqui, e talvez nos próximos anos veremos mais um novo M5 ainda mais surpreendente. O lobo em pele de cordeiro veio para ficar.

Sérgio Gonçalves

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