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A família Panigale V4 vai ganhar uma nova integrante. A Ducati Panigale V4 SP está confirmada para o ano-modelo 2027, depois de a sua homologação ter sido identificada nos documentos da autoridade ambiental da Califórnia (CARB). A nova versão deverá ocupar o espaço entre a V4 S e a radical V4 R, apostando num conjunto de componentes mais orientados para utilização em circuito.
A confirmação chega, curiosamente, através da documentação de homologação e não de um anúncio oficial da Ducati. O processo identifica explicitamente a Panigale V4 SP para 2027, confirmando que a marca de Borgo Panigale está a preparar o regresso da sigla SP à atual geração da superbike.
A apresentação oficial deverá acontecer no outono de 2026, integrada na habitual Ducati World Première. Até lá, continuam por conhecer detalhes como preço, peso, número de unidades e equipamento definitivo.
Entre a V4 S e a V4 R
A nova Panigale V4 SP deverá preencher um espaço bastante interessante dentro da gama.
Atualmente, a Panigale V4 utiliza o motor Desmosedici Stradale V4 de 1.103 cc, com 216 cv e 120,9 Nm, enquanto a V4 R segue uma filosofia diferente, recorrendo a um motor de 998 cc concebido para cumprir os requisitos de homologação das competições de Superbikes.
É precisamente entre estes dois mundos que deverá surgir a V4 SP.
A ideia não será necessariamente obter mais potência do que a V4 S, mas retirar peso e aumentar a capacidade da moto em circuito, através de componentes derivados da competição.

Jantes de carbono e travagem de topo
A anterior Panigale V4 SP2 é uma boa referência para perceber aquilo que podemos esperar da nova geração.
A SP2 recorria a jantes de fibra de carbono, pinças Brembo Stylema R, bomba radial Brembo MCS, componentes maquinados em alumínio e uma corrente 520, além de diversos elementos em fibra de carbono.
As jantes de carbono tinham um papel particularmente importante, não apenas pela redução de peso, mas também pela diminuição das massas não suspensas e da inércia rotacional.
Na prática, isso permite uma moto mais rápida a mudar de direção e mais precisa nas entradas em curva.
É precisamente este tipo de equipamento que faz das versões SP máquinas particularmente interessantes para quem passa regularmente pelos circuitos.
A caixa seca deverá regressar
Outro elemento muito associado às anteriores Panigale V4 SP é a embraiagem seca STM-EVO SBK.
Na V4 SP2, este sistema era acompanhado por uma transmissão final com corrente 520 e uma série de componentes concebidos especificamente para utilização em pista.
Ainda não existe confirmação oficial de que a SP 2027 volte a utilizar uma embraiagem seca, mas seria uma solução perfeitamente coerente com o posicionamento da nova versão.
Além da vantagem funcional em utilização intensiva, a embraiagem seca acrescenta também aquele característico ruído mecânico que muitos fãs associam às Ducati de competição.

O motor continuará a ser o V4 de 1.103 cc
Ao contrário da V4 R, tudo indica que a nova SP manterá o Desmosedici Stradale de 1.103 cc.
A documentação de homologação confirma a existência da versão SP para 2027, mas não revela uma potência específica para esta variante. A referência atual é a Panigale V4, que anuncia 216 cv e 120,9 Nm.
Assim, será sobretudo o equipamento que deverá distinguir a SP.
E isso faz sentido: a Ducati pode oferecer aos clientes uma moto significativamente mais preparada para pista sem transformar a SP numa versão de homologação de competição como acontece com a V4 R.
Uma moto pensada para os track days
A filosofia SP da Ducati sempre esteve muito ligada à utilização em circuito.
Na anterior V4 SP2 encontramos, por exemplo, poisa-pés reguláveis, guarda-lamas dianteiro em carbono, asas em carbono, bateria de iões de lítio, banco monoposto e sistema Ducati Data Analyser+ com GPS.
Também fazia parte do equipamento uma preparação específica para pista, incluindo componentes que permitiam retirar elementos destinados à utilização em estrada.
É provável que a nova SP siga uma receita semelhante, mas aplicada à atual geração da Panigale V4.

A V4 R continuará no topo
Apesar da chegada da SP, a Panigale V4 R continuará a ser a referência mais radical da gama.
A diferença fundamental está na filosofia de cada modelo. A V4 R é uma moto desenvolvida para servir de base à homologação das Superbikes de competição, utilizando o motor de 998 cc.
A SP será uma superbike de estrada transformada numa máquina de circuito ainda mais competente.
Ou seja, quem procura uma moto para track days e quer algo mais exclusivo e leve do que uma V4 S poderá encontrar na SP uma solução particularmente interessante. Quem procura a ligação mais direta possível ao mundo das Superbikes continuará a ter a V4 R.
Quanto poderá custar?
O preço ainda não foi revelado.
No entanto, a posição esperada na gama permite antecipar que ficará acima da Panigale V4 S e abaixo da V4 R, embora o equipamento de carbono e os componentes de elevada especificação possam aproximá-la consideravelmente da versão R.
A anterior V4 SP2 já demonstrava que a sigla SP não era simplesmente uma questão estética: tratava-se de uma preparação substancialmente mais sofisticada para utilização em pista.
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