Ford Mustang Fastback 427KR – Aperfeiçoar o ícone

Published On 7 de Abril de 2015 | Tuning

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Nem todos os fãs de automóveis clássicos, em particular, os que admiram os Ford Mustang, gostam que se alterem os modelos de forma não original.

Porém são muitos os que acham que se pode modificar o “clássico” sem retirar a essência e carisma do modelo.

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O termo em inglês “resto-mods” é bem aplicado ao automóvel e ao tipo de tuning efetuado no mesmo, ou seja, modificar, alterar com componentes modernos sem alterar o conceito original da viatura.

Um desses proprietários é Chad Chamber que modificou o bonito exemplar aqui exposto, e que em nada tira o “brilho” do modelo tradicional, o fantástico Ford Mustang Fastback de 1967.

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A história começa quando o proprietário adquiriu o modelo em 1996, e este, não estava nas melhores condições. Encontrou um Mustang com inúmeros problemas, entre os quais a tradicional ferrugem e até mesmo buracos de balas na carroçaria, algo que indiciava que este Mustang não teve uma vida “fácil”.

Chad fez deste Mustang o projeto da sua da sua vida nos primeiros anos em que foi proprietário, porém a determinada altura a vida familiar deixou-lhe pouco tempo para ir trabalhando no carro e como tal decidiu entregar o mesmo a uma oficina especializada, a Wheelers Speed Shop na Califórnia.

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O objetivo das alterações no automóvel, tinham que permitir uma condução descontraída no dia-a-dia mas também que possibilitassem a Chad umas incursões em trackdays ao Domingo.

A empresa Wheelers Speed Shop tomou conta da “ocorrência” e começou aí a “transformação”, que incluiu a mudança da motorização original para um motor Ford 427 Windsor de 7,0 litros com inúmeras alterações, entre as quais, uma árvore de cames da Comp e cabeças do motor em alumínio da Edelbrock.

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Para além disto a empresa instalou um sistema de ignição MSD, assim como dotou o grande motor de 7,0 Litros de injeção de combustível da Fast.

O potencial destas alterações permitiam um nível elevado da potência, porém Chad queria acima de tudo, fiabilidade e um motor dócil no caracter.

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Ainda assim, o exemplar aqui exibido, tem potência mais do que suficiente para se desembaraçar de muitos desportivos modernos.

Com cerca de 500 cavalos de potência (estimados), foi necessário fazer um upgrade na caixa de velocidades.

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A escolha acabou por recair numa unidade Tremec T56 com uma embraiagem Centerforce de duplo disco, e para completar um eixo de transmissão totalmente produzido em alumínio.

Como todos os fãs de automóveis e tuning sabem, para se andar depressa e ter doses massivas de potência, convém ter bons travões a acompanhar, e para isso a empresa americana dotou este Mustang de um kit completo de discos ventilados, servofreio mais potente e êmbolos da marca Willwood.

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As bonitas jantes Halibrand presentes no 427KR são de 17 polegadas de diâmetro por 8 de largura no eixo da frente e 10 polegadas de largura no eixo traseiro.

As quatro estão “calçadas” com pneus desportivos BF Goodrich.

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No capítulo da suspensão, foi escolhido em acordo pelo proprietário e pela Wheelers um conjunto da Total Control, com coilovers reguláveis, assim como casquilhos mais resistentes que eliminam o comportamento mais dócil e bambaleante da suspensão (molas de carroça) original.

Como já referimos anteriormente, este compromisso teve sempre como objetivo um uso ocasional em circuito e um comportamento saudável, com conforto para uso diário, algo que segundo o proprietário, foi totalmente conseguido.

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Chad não construiu o seu sonho para ficar parado numa garagem, ou para participar em concentrações de automóveis, este automóvel foi construído para ser usado sempre que haja desejo e tempo para isso.

Segundo o próprio nada lhe dá mais gozo do que conduzir o seu Mustang, em especial quando tem possibilidade de mostrar o potencial do mesmo contra automóveis mais modernos.

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O conceito de tuning “resto-mods” vai muito além de colocar peças modernas num automóvel antigo, e este é um bonito exemplo do que se pode fazer num automóvel de 1967 sem retirar pitada do carisma de um Mustang daquele período, antes pelo contrário.

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E depois o orgulho e satisfação de possuir o “sonho” faz com que todos os amantes de automóveis entendam o porque da paixão da Chad Chamber.

Sérgio Gonçalves

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