
A Honda decidiu recuperar dois dos nomes mais icónicos da sua história recente. Depois de anos de especulação, a marca japonesa confirmou o regresso da CB400 Super Four e apresenta, em simultâneo, uma inédita CBR400R Four, ambas equipadas com um novo motor de quatro cilindros em linha de 399 cc e com a tecnologia Honda E-Clutch de série.
Os dois modelos representam muito mais do que um exercício de nostalgia. São a resposta da Honda a um segmento que parecia condenado ao desaparecimento, trazendo de volta os motores tetracilíndricos de média cilindrada numa altura em que o mercado é dominado por bicilíndricos e tricilíndricos. As primeiras entregas arrancam no Japão durante o segundo semestre de 2026.

Um novo quatro cilindros para uma nova geração
No centro da CB400 Super Four E-Clutch e da CBR400R Four E-Clutch encontra-se um motor totalmente novo, de 399 cc, quatro cilindros em linha, DOHC e refrigeração líquida.
A Honda anuncia uma potência de 58 cv, mantendo a tradição dos motores de alta rotação que tornaram a família CB400 uma referência durante mais de três décadas. A resposta linear, o funcionamento extremamente suave e o som característico de um quatro cilindros continuam a ser os principais argumentos deste novo propulsor.

E-Clutch facilita a condução
A grande novidade técnica é a presença do sistema Honda E-Clutch.
Ao contrário de uma transmissão de dupla embraiagem (DCT), o E-Clutch mantém a caixa manual convencional, mas elimina a necessidade de utilizar a manete da embraiagem nas partidas, paragens e mudanças de velocidade. O condutor pode continuar a usar a embraiagem sempre que desejar, ou deixar que o sistema faça esse trabalho automaticamente.
Segundo a Honda, a nova geração do E-Clutch foi desenvolvida especificamente para esta plataforma, sendo mais compacta e mais leve do que a utilizada nas atuais CB650R e CBR650R.

Duas personalidades distintas
Embora partilhem praticamente toda a base mecânica, os dois modelos destinam-se a públicos diferentes.
A CB400 Super Four E-Clutch mantém a filosofia naked clássica que tornou este nome lendário no Japão. O depósito musculado, o farol redondo em LED, a traseira minimalista e as linhas simples respeitam a identidade criada em 1992, agora reinterpretada com tecnologia moderna.

Já a CBR400R Four E-Clutch aposta numa imagem claramente desportiva, recorrendo a uma carenagem integral, iluminação LED de desenho agressivo e ergonomia mais orientada para quem privilegia uma condução dinâmica. Apesar disso, a Honda afirma que o objetivo continua a ser oferecer conforto suficiente para utilização diária.
Tecnologia ao nível dos modelos de maior cilindrada
Além do novo motor, ambas as motos recebem um conjunto tecnológico bastante completo.

Entre os principais equipamentos destacam-se:
- Sistema Honda E-Clutch de série;
- Acelerador eletrónico Throttle By Wire;
- Painel TFT a cores de 5 polegadas;
- Conectividade Honda RoadSync;
- Iluminação Full LED;
- Modos de condução;
- Controlo de tração HSTC;
- ABS de dois canais.
A ciclística também foi totalmente desenvolvida de raiz, com um novo quadro em aço, suspensões Showa e travagem de disco duplo na dianteira.

O regresso de um ícone
A CB400 Super Four foi durante décadas uma das motos mais populares do mercado japonês, conquistando reputação pela fiabilidade, facilidade de condução e pelo refinamento do seu motor de quatro cilindros.
A produção terminou em 2022 devido às normas de emissões, mas a forte ligação emocional dos motociclistas ao modelo levou a Honda a desenvolver uma sucessora totalmente nova em vez de abandonar definitivamente o conceito. A nova CBR400R Four surge como complemento da gama, oferecendo uma interpretação desportiva da mesma plataforma.

Chegarão à Europa?
Para já, a Honda confirmou apenas o lançamento no mercado japonês, com a CB400 Super Four E-Clutch prevista para agosto e a CBR400R Four E-Clutch para setembro de 2026.
Ainda não existe confirmação oficial sobre uma comercialização na Europa. No entanto, o interesse demonstrado pelos motociclistas desde a apresentação dos dois modelos poderá levar a Honda a ponderar uma expansão para outros mercados, sobretudo numa altura em que os motores de quatro cilindros de média cilindrada são cada vez mais raros.
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E que tal fazerem uma MOTA para quem gosta verdadeiramente de Conduzir e de ter a sensação que é ele ou ela… que estão no control..
Ou seja sem ajudas e sem electrónicas …
Crua…. mas Boa..
Honda… sem Pa…. rices…