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Implantação das seguradoras diretas no seguro automóvel ainda é limitada

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Nos seguros como nos automóveis, é difícil, senão impossível, avançar com a atribuição do título de melhor.

Se no mercado automóvel ninguém confunde o carro mais vendido com o melhor ou maior carro, na atividade seguradora, a companhia com maior produção de seguros é frequentemente apontada como sendo a maior ou a melhor.

Ultrapassando esta incorreção de conceitos e atentando principalmente na utilidade que ainda assim pode representar, saber quem vende mais, face à falta de um critério determinístico e universal para apurar o melhor seguro automóvel, contentemo-nos em perceber como as seguradoras se posicionaram no ano findo em relação a este segmento de seguros.

Se tem um carro terá por certo um seguro, e na conjuntura atual, a maior parte de nós, pelo menos, já deve ter equacionado o preço do mesmo, tendo-se apercebido por certo, que este varia em função da apetência das seguradoras para ganharem maior quota de mercado ou para capitalizarem com os clientes entretanto conseguidos.

Daí que talvez seja interessante atentar num estudo realizado pelo portal Seguros Mais, com base na produção de seguro automóvel do ano de 2013, que agora se tornou totalmente conhecida.

Os autores do estudo começaram por estranhar que o peso relativo das seguradoras diretas ainda seja tão reduzido.

Por seguradoras diretas entendem-se aquelas que privilegiam os canais telefone e Internet. Também conhecidas como seguradoras low-cost, por terem a “fama” de praticarem preços mais baixos, repercutindo nas suas tarifas a ausência de maiores custos de operação, inexistentes por não terem que manter uma estrutura física e geograficamente espalhada, de atendimento ao grande público.

A análise aos números dita precisamente que pese essa notoriedade conseguida, assente no low-cost, no baixo preço; pese toda a publicidade realizada – e são praticamente estas, as seguradoras que ocupam os espaços publicitários de seguros nos media; e pesado ainda o facto de vivermos num contexto já dilatado no tempo, de crise económica e financeira, o conjunto destas seguradoras consegue apenas um somatório de quota de mercado de seguro automóvel de 5.5762%.

O segundo facto a registar, é que as seguradoras diretas acompanharam a queda da produção de seguro automóvel em 2013. Poder-se-ia supor que tendo as diretas ainda muito potencial de ganho às seguradoras tradicionais, aproveitariam a quebra para crescerem, uma vez que quem circula tem mesmo que manter um seguro automóvel e a pressão para o conseguir a preços mais baixos poderia conduzir os segurados à oferta específica destas companhias.

Se todas apresentaram descidas de carteira de seguro automóvel, a Logo Seguros foi a que perdeu mais – cerca de 9% da sua produção, embora tenha mantido a sua posição relativa no ranking – o 15º lugar.

A liderar as seguradoras diretas está a Via Directa – detentora das marcas OK Teleseguros e iPronto – na 11ª posição, seguindo-se a Direct (anterior Seguro Directo) que embora tenha sido a que menos caiu em quota de mercado, foi a única a perder posições no ranking do seguro automóvel (caiu do 13º para o 14º lugar).

Depois da Logo que como referimos manteve o 15º lugar, a N Seguros fecha o elenco das low-cost na 19ª posição.

Retomando então o pressuposto defendido de que vindas de períodos de conquista de carteira as seguradoras tendem a agravar, ou pelo menos a manter tarifas, para capitalizarem sobre os clientes ganhos, e que após quebras de implantação no mercado, as mesmas seguradoras são tentadas a baixar os preços dos seguros para reconquistarem posições, será que podemos esperar das seguradoras diretas prémios de seguro automóvel ainda mais baixos para os próximos tempos?

 Implantação das seguradoras diretas no seguro automóvel ainda é limitada

Soraia Fontes

Com formação em Marketing e Publicidade, colabora há alguns anos com um conhecido portal de seguros, estando permanentemente atenta aos constantes desenvolvimentos da atividade seguradora.

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