Marcas japonesas de motociclos vão começar a usar motores turbo

Published On 1 de Dezembro de 2013 | Novidades

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Não é novidade que no sector automóvel, a regra seja usar turbocompressores e compressores volumétricos de forma a baixar os consumos, emissões poluentes e também a cubicagem dos motores. Atualmente quase todas as marcas de automóveis seguem esta linha e diga-se de passagem com enorme sucesso comercial, tanto nos modelos mais baratos como em modelos topos de gama e até mesmo superdesportivos.

No mundo dos motociclos ainda que não seja uma novidade, uma vez que há houve algumas motos que usaram turbo, caso da Kawasaki GPZ750 Turbo ou da Honda 750F Turbo por exemplo, a realidade é que atualmente os construtores só produzem motores atmosféricos.

Porém isso prepara-se para ser alterado, as vantagens são imensas como já é possível comprovar em inúmeros automóveis, algo já várias vezes abordado aqui no autoblog.pt.

No salão automóvel de Tóquio da semana passada, dois grandes construtores japoneses de motos, deram a conhecer os seus mais recentes modelos com motores turbo.

A Kawasaki deu a conhecer a sua nova moto equipada com um motor de 4 cilindros e compressor volumétrico. Porém a marca não deu muitas informações sobre o modelo, apenas deram a conhecer que as laminas do compressor foram desenvolvidas internamente e que aguentam as vibrações e temperatura quando esse componente gera pressão, mesmo a velocidades elevadas como as que atingem muitas motos.

A outra marca japonesa a destacar-se foi a Suzuki, porém com uma abordagem diferente da concorrente Kawasaki.

A marca japonesa deu a conhecer um concept que possuiu um motor de 588 cc, com dois cilindros, um turbocompressor e um intercooler. Tudo junto permite que este motor alcance cerca de 100 cavalos de potência e um binário de 107 Nm. Tudo isto numa moto com “apenas” 174 kg de peso em seco.

Será interessante ver os futuros desenvolvimentos nesta matéria, e se o futuro das motos passará inevitavelmente por este caminho para conseguir os mesmos resultados que os fabricantes de automóveis estão a conseguir atualmente.

Sérgio Gonçalves

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