O futuro dos automóveis de competição

Published On 5 de Maio de 2014 | Curiosidades

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Nenhuma outra marca de pneus tem uma relação tão longa com os desportos de competição como a Dunlop. Quase desde o momento em que John Boyd Dunlop inventou o pneu, há 125 anos, que a empresa tem estado continuamente envolvida no desenvolvimento tecnológico dos automóveis e das corridas.

Sempre na vanguarda da inovação, a marca de pneus líder encomendou um relatório de futurologia sobre o futuro dos automóveis de competição, mais especificamente, como serão daqui a 125 anos. As propostas do relatório são bem reveladoras e sugerem que o futuro das corridas será muito mais ecológico e interativo.

Elaborado pelo famoso futurologista, Dr. Ian Pearson, o relatório indica que os automóveis de competição do futuro poderão estar equipados com motores elétricos extremamente potentes e propulsores de plasma de indução linear em vez dos motores de combustão interna. Estes propulsores funcionarão bombardeando um gás com eletrões, que criará um plasma. Bobinas supercondutoras criarão então um grande campo eletromagnético para criar o movimento.

Pearson afirma: “As leis de Newton ditam que, quando o propulsor dispara um impulso a alta velocidade na traseira, o automóvel será propulsionado para a frente com a mesma intensidade. Nada disto é trivial em termos de engenharia e há que tomar grandes precauções relativamente ao impulso e à direção dos jatos. No entanto, não é apenas ficção científica. Os militares já criaram protótipos funcionais de armas eletromagnéticas (railguns) e 125 anos de desenvolvimento deverão ser suficientes para transpor esta tecnologia para a competição automóvel.”

Os chassis de materiais ultrarresistentes, como os nanotubos de carbono e o grafeno, terão uma grande resistência e rigidez com baixo peso; mantendo os automóveis de competição do futuro na pista e ajudando a melhorar o comportamento. Alguns poderão até mudar de forma durante a corrida, permitindo comandar as mudanças de aerodinâmica. Os engenheiros poderão utilizar géis poliméricos com capacidade para se contrair como músculos e ligas com memória que se “lembrarão” da sua forma original, forjada a frio, à qual voltam quando aquecidas. Os desenvolvimentos futuros em qualquer uma destas vertentes poderão permitir a contração e expansão dos componentes e os engenheiros poderão utilizar estes materiais para criar designs em que os componentes da carroçaria sofrem grandes alterações. O Dr. Pearson acrescentou: “Esta tecnologia tornaria possível que os aerofólios alterassem o seu perfil, que as saias da carroçaria se expandissem nas curvas e possibilitaria também variar o efeito de solo e o apoio aerodinâmico nas retas”.

Segundo o relatório, é possível que os pneus passem a integrar materiais controlados eletronicamente, o que permitiria uma aderência variável e a gestão do desgaste. Os géis poliméricos poderiam facilmente alterar um componente curto e largo e torná-lo mais comprido e estreito. Se milhões de espigões microscópicos fossem depositados usando a impressão 3D durante o fabrico, à medida que os pneus se desgastassem, novas camadas apareceriam na superfície. Estes espigões poderiam ser retraídos ou estendidos, conforme necessário: estendidos aumentariam a aderência e retraídos reduziriam a resistência.

Pearson afirma: “Imaginem que os espigões são Torres Eiffel em miniatura. Se se pudessem juntar e comprimir as colunas da base, seria de esperar que a altura aumentasse. A uma escala entre os mícrones e os milímetros, microestruturas como esta ofereceriam um enorme potencial de variação da aderência, que poderia ser controlado com precisão a altas velocidades.”

O relatório também indica que, provavelmente, seria necessário introduzir pilotos androides. “Imaginem se os automóveis pudessem acelerar e travar cinco vezes mais depressa do que os monolugares de topo atuais. As principais limitações das corridas do futuro serão os tempos de reação e os limites físicos dos pilotos, por isso, iremos também assistir a corridas de androides”, explica Pearson. “Graças ao domínio total das suas emoções, os androides terão uma grande vontade de ganhar, bem como tempos de reação e força superiores. As manobras serão, assim, mais rápidas e emocionantes, tornando o espetáculo mais empolgante.”

Segundo o relatório, a realidade aumentada (RA) tornar-se-á uma parte importante do dia-a-dia no futuro. Já temos as viseiras de vídeo (como o Google Glass), que são capazes de sobrepor imagens geradas por computador no campo de visão. Para os espectadores de desportos motorizados, isto significa que, no futuro, uma pessoa pode ver o nome de um patrocinador num automóvel, enquanto a pessoa ao lado vê outro, consoante as suas preferências pessoais.

Portanto, a realidade aumentada poderá fazer com que os automóveis pareçam diferentes para cada espectador e pode também permitir-lhes participar nas corridas Se esta tecnologia se unisse aos jogos de computador online, as pessoas poderiam pilotar virtualmente ao lado dos verdadeiros pilotos e de outros espectadores, tornando assim toda a experiência mais empolgante e emocionante.

“Alguns automóveis poderão ser pilotados parcialmente por equipas de jogadores, com um piloto automático provido de inteligência artificial para a proteção dos outros pilotos. Da mesma forma que os jogadores competem com automóveis conduzidos pelo computador quando estão a jogar em consolas, as versões de alta tecnologia desses programas de condução poderiam controlar automóveis reais numa pista de corridas. A inteligência artificial assegura que a probabilidade de acidentes seja baixa, sendo que os jogadores poderiam tomar, algumas das decisões”, continuou Pearson.

Durante as próximas décadas, também poderemos assistir ao desenvolvimento de uma “pele ativa”. Esta “pele” será basicamente um sistema eletrónico impresso diretamente na pele para monitorização médica, entre outras possibilidades, mas que também poderá estabelecer uma ligação direta ao sistema nervoso das pessoas. Dessa forma, os sinais sensoriais poderiam ser gravados e reproduzidos e os espectadores poderiam sentir o que os pilotos estivessem a sentir.

James Bailey, Diretor de Comunicações de Marketing, Dunlop Motorsport Europe, disse: “Encomendámos este relatório intrigante como uma forma de destacar o impressionante período de tempo que a Dunlop já dedicou aos automóveis e aos desportos motorizados, mas também para chamar a atenção para as nossas inúmeras inovações técnicas. Travões de disco, pneus RunOnFlat e sistemas de aviso da pressão – são todas invenções inovadoras da Dunlop que mantêm vivo o legado de John Boyd Dunlop.”

O Concurso Future Race Car da Dunlop
O Concurso Future Race Car da Dunlop é um projeto coletivo de design que explora o futuro dos automóveis de competição. É uma oportunidade única e emocionante para os fãs e entusiastas partilharem os seus pensamentos e ideias de design sobre a aerodinâmica, as transmissões, os travões e os pneus do futuro. Iremos publicar entrevistas com especialistas da indústria no Facebook, para inspirar os fãs e os entusiastas do designa participar e a submeter as suas ideias e a partilhar os seus pensamentos sobre o futuro dos desportos motorizados. Assim que todas as submissões forem analisadas, as melhores ideias serão incorporadas num único design final criado por um designer famoso. Para ver os vídeos inspiradores e participar no Concurso Future Race Car da Dunlop, visite a página do Facebook da Dunlop. Basta fazer um esboço do seu design ou descrever a sua ideia.

Os 125 anos de inovação da Dunlop
Em 1888, enquanto via o filho a andar de triciclo com pneus de borracha maciços, John Boyd Dunlop reparou que o rapaz não andava muito depressa e que parecia muito pouco confortável. Por isso, decidiu revestir as rodas do triciclo com folhas de borracha muito finas, colou-as e encheu-as com uma bomba para bolas de futebol. Nasceu assim o primeiro sistema de almofada de ar da história, bem como as bases para o primeiro pneu pneumático. John Boyd Dunlop patenteou a ideia e começou a transformar a sua invenção numa atividade comercial, fundando o que, rapidamente, ficou conhecido como a Dunlop Pneumatic Tire Co. Ltd. Desde o início que as intenções de Dunlop foram claras: proporcionar uma melhor experiência de condução aos condutores e uma melhor experiência de competição para os pilotos.

[accordion][spoiler title=”sobre o relatório de futurologia”]Ian Pearson é futurologista a tempo inteiro, e segue desenvolvimentos em áreas tão vastas como a tecnologia, negócios, sociedade, política e ambiente. É licenciado em Matemática e Física, com um doutoramento em Ciência. Trabalhou em vários ramos da engenharia, desde a aeronáutica à cibernética, passando pelo transporte sustentável até à cosmética eletrónica. As suas invenções incluem as mensagens de texto e as lentes de contacto ativas. Foi futurologista a tempo inteiro na BT entre 1991 e 2007 e colabora atualmente com a Futurizon, consultora de tecnologia e estratégias de futuro. Escreve, dá aulas e pareceres em todo o mundo sobre todos os aspetos do futuro dominado pela tecnologia. Escreveu vários livros em diversas línguas, incluindo “You Tomorrow” e o livro de ficção científica “Space Anchor”. Já apareceu na TV e na rádio mais de 500 vezes. É “Chartered Fellow” da “British Computer Society”, membro da “World Academy of Art and Science”, da “World Innovation Foundation”, da “Royal Society of Arts” e da “World Innovation Foundation”, tem um doutoramento em Ciência e recebeu o prémio “US Army Award for Excellence”.[/spoiler] [/accordion]
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