O futuro é dos “pequenos”

Published On 12 de Junho de 2012 | Tecnologia


É já um dado adquirido que o downsizing nos motores dos novos automóveis vieram para estabelecer uma mudança de realidades e dar aos motores diesel a concorrência há muto desejada. São cada vez mais pequenos, mais eficientes em consumos, mais leves e menos poluentes. A palavra de ordem nas marcas é redução. Não é só no caso português que a diminuição da cilindrada e das emissões poluentes são uma grande em termos fiscais na hora de comprar um automóvel novo.

No mundo inteiro e em especial na Europa e até mesmo nos Estados Unidos, a preocupação com o ambiente, com o agravamento da carga fiscal e o aumento dos preços dos combustíveis têm levado os consumidores a procurar automóveis com mecânicas mais eficientes nestes parâmetros. É sabido que no nosso país a cilindrada juntamente com os valores de CO2 têm um grande impacto no preço final do veículo, assim como no IUC. E sabendo que o preço dos combustíveis é dos mais elevados na europa, a procura por este tipo de motores tem sido uma constante. As marcas não têm sido alheias a esta procura, e porque não dizer a alteração de paradigma no panorama rodoviário. São muitas as novidades tecnológicas, mas uma já vem de outros tempos, como o turbocompressor. Trazem mais potência, menos cilindrada e mais eficiência.

O pequeno bi-cilíndrico Twin Air da Fiat com apenas 874cc de cilindrada é a prova disso mesmo. Gera cerca de 85 cavalos de potência e não vai além de 100 gramas por quilómetro de CO2. Concilia boas performances com consumos relativamente baixos, sem esquecer o ambiente. Estes motores já equipam vários modelos do grupo italiano; os Fiat 500 e o Panda assim como o Alfa Romeo Mito são os escolhidos.

Outra marca bastante atenta a tudo isto, é a Ford, em especial a Ford Europa. Pois o sucesso das mecânicas de baixa cilindrada e do seu mais recente modelo 1.0 EcoBoost faz com que a marca já tenha planos para acelerar a produção triplicando a mesma em 2015. Em Abril, a motorização 1.0 EcoBoost foi responsável por 23% das vendas da gama Focus em 19 mercados europeus, com resultados surpreendentes. Na Suíça foram 60% e na Grécia 37%, Holanda 35%, Reino Unido e Alemanha ambos com 28%, mesmo em Portugal numa altura tão difícil no sector, as vendas deste modelo foram positivas 21%. Isto prova que as marcas estão atentas aos consumidores e querem mudar mentalidades. Até porque os automóveis movidos a gasóleo começam a perder terreno na escolha de potenciais clientes.

Este pequeno motor de 999cc equipado com turbo, pode proporcionar potências entre os 100 e 125 cavalos. No caso do Focus, a potência é de 125 e irá equipar os modelos B-Max e C-Max. No horizonte poderão outros modelos receber esta mecânica. Assim como a entrada em mercados asiáticos ou até mesmo nos Estados Unidos é um objectivo a curto prazo da Ford. É o verdadeiro motor anti-diesel, sem perder no capítulo das performances.

O grupo PSA também já começou a estrear motores modernos de baixa cilindrada e menos poluentes movidos a gasolina. A estreia no novo Peugeot 208 de motores de 1000cc e 1200cc de 3 cilindros vem dar um novo rumo à marca e ao grupo PSA nesta nova tendência de mercado. Serão vários os modelos a serem equipados com estas novas mecânicas, com potências a rondas os 68 e 82 cavalos, com consumos mistos, segundo a marca, de 4,3 e 4,5 litros aos 100. As emissões de CO2 homologadas serão de 99 e 104 gramas por quilómetro respectivamente.

Atenta a tudo isto está o Grupo Volkswagen que também já adoptou os novos motores 3 cilindros nos mais pequenos automóveis do grupo, o VW Up, Skoda Citigo e Seat Mii. Ambos de 1000cc com potências que variam entre os 60 e os 75 cavalos. Motores atmosféricos que apenas se diferenciam através pequenas diferenças na gestão electrónica da centralina. O mesmo já se passava noutras motorizações do Grupo. Como os 1.2 TFSI, estes com potências de 86 e 105 cavalos e os 1.4 TFSI com 122 ou 185 cavalos. Estes últimos porém já detêm mecânicas com turbo e até mesmo turbo e compressor no modelo 1.4TFSI com mais potência. Tudo isto sem beliscar consumos baixos, performances agradáveis ou até baixas significativas em emissões de CO2.

Soluções inteligentes e adaptadas aos mercados e desejo dos consumidores, não esquecendo as enormes vantagens em termos ambientais e fiscais. Novos tempos, novo paradigma e a necessidade de dar um novo impulso ao Mercado Automóvel que em muitos países sofre os efeitos da crise económica.

Sérgio Gonçalves
Latest posts by Sérgio Gonçalves (see all)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.