O museu da BMW

Published On 23 de Julho de 2012 | Locais

A BMW desde muito cedo apercebeu-se da importância de expor e guardar muitas das suas criações. Começou a fazê-lo desde a sua existência enquanto marca. Em 1922 muitos produtos foram expostos de forma gratuita numa sala na cidade da Munique. Esta sala acabaria por ser o ponto de partida para expandir o que seria o futuro museu. A sua primeira e grande abertura ao público, foi em 1966.

No final de anos 60, os responsáveis da BMW decidiram construir um novo edifício para concentrar a administração. O arquitecto que foi escolhido internacionalmente para este projecto era de Viena, e chamava-se Prof. Karl Schwanzer. A BMW pode agradecer-lhe pela notável e avançada arquitectura que possui o edifício BMW Tower, que se encontra ligado mas de forma independente ao museu com um aspecto de uma taça em tons de cinzento. Estas estruturas foram inauguradas de forma oficial no dia 18 de Março de 1973.

A exibição na nova casa, ficou caracterizada por uma simples amostra das peças que não fizeram parte das características da arquitectura do museu. Durante os vários anos, o número de visitas aumentou exponencialmente no museu BMW, ao ponto de ser um dos mais visitados museus na Alemanha. Durante 30 anos exibiu de forma permanente 3 exposições.

Depois o museu acabaria por ser totalmente reorganizado por Zeitsignale, no período de 1980 a 1984, onde a principal exposição seria com a temática BMW. Eberhard Schoener e o directo de teatro Prof. Wilfried Minks ficaram responsáveis pelo conceito artístico, e os próprios fizeram o interior do museu desaparecer numa escuridão mística, iluminando as imagens da história alemã como se tivessem num verdadeiro palco de teatro.

Centenas de milhares de visitas, fizeram o seu caminho através de uma história artística do século XX enriquecido com aspectos da política, do movimento, e moda, bem como testemunhas proeminentes da época, incluindo Karl Valentin e Liesl Karlstadt, Marlene Dietrich e Marilyn Monroe.

A segunda exposição sob o nome de Zeitmotor (Motor do Tempo) foi exibida de 1984 a 1991. Foi um contraste completo, o interior da taça era iluminado de branco deslumbrante. A concepção original era estabelecida com veículos BMW na frente de um fundo onde estavam exibidas as inovações técnicas, e sua influência sobre as pessoas. Esta nova dramaturgia foi obra de Rolf Zehetbauer, que trouxe consigo uma grande experiência cinematográfica dos estúdios em Munique. Por exemplo, ao visitante foi dado a possibilidade de ver uma oficina de 1930 e assim comparar a modernidade actual, das funções de um robô de montagem.

Inúmeros automóveis BMW foram exibidos no museu. A complexidade da indústria automóvel foi demonstrada através de um BMW 320i, que foi completamente despojado dos seus elementos, que se encontravam expostos numa secção da parede. Além disso, encontra-se também exposto um design testado num túnel de vento, representativo do carro do futuro. Um cinema foi instalado numa plataforma “suja”, onde um filme de George Moorse mostrava as perspectivas da tecnologia responsável e limpa.

Depois veio outro período, entre 1991 até 2004, o tema e nome voltariam a mudar. Desta vez para Zeithorizonte (Horizonte do tempo), e o seu autor foi Rolf Zehetbauer. A temática inseria-se através de perguntas pertinentes tais como: Que tipo de progresso é possível, e qual é sustentável?

Além de expor os veículos históricos da BMW, o principal foco da exposição automóvel era o século XXI. Continha uma exposição interactiva, entre outras coisas, um cockpit de um carro futurista equipado com todos os tipos de gadgets electrónicos.

Foram mostrados ao público métodos para lidar com transporte em massa no futuro e foram explicados através de um sistema electrónico de gerenciamento de tráfego controlado. Outro destaque foi o cinema do Museu, que exibiu uma viagem de dez minutos, onde mostrava a volta ao mundo, junto com um apelo para tornar o nosso planeta num sítio onde vale a pena viver. E onde as gerações futuras possam lidar com a tecnologia moderna, de forma responsável.

O museu BMW é muito mais do que um espaço para exibir automóveis clássicos e modernos da marca. É muito mais do que um estratégia de marketing para vender produtos. É um espaço de cultura, responsabilidade social e beleza arquitectónica. É um óptimo cartão-de-visita numas futuras férias em Munique.

Sérgio Gonçalves
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