Seguro Automóvel

Published On 15 de Setembro de 2012 | Guias


O dono ou o condutor de um veículo é responsável pelos prejuízos ou danos que este possa causar no caso de um acidente. Estes podem ter que pagar elevadas indemnizações.

Para proteger os interesses dos lesados, que tem direito a que os seus prejuízos sejam pagos, mesmo que o responsável pelo acidente não tenha meios para os pagar, é obrigatório que todos os veículos a motor e seus reboques tenham um seguro de responsabilidade civil.

Porque os danos causados podem atingir valores mais elevados que os mínimos obrigatórios por Lei, deve ponderar optar por segurar capitais superiores. Se o seu veículo necessita de inspecção periódica obrigatória é preciso efectuá-la antes de subscrever o seguro.

Em Portugal, e nos países aderentes à Convenção Multilateral de Garantias, o certificado internacional de seguro automóvel (mais conhecida por carta verde) é o documento que comprova a existência do seguro. Em Portugal, o certificado provisório também serve como comprovativo do seguro bastando para isso anexar ao aviso/recibo o talão de multibanco do respectivo pagamento.

Um veículo para o qual não foi contratado um seguro de responsabilidade civil encontra-se numa situação ilegal. Assim, a lei permite que o veículo seja apreendido e o seu proprietário pode ter que pagar uma coima. No caso de um acidente nestas situações, o condutor ou proprietário do veículo podem ser responsabilizados pelo pagamento das indemnizações devidas aos lesados.

O seguro obrigatório assegura o pagamento das indemnizações por danos corporais e materiais causados a terceiros e às pessoas transportadas, com excepção do condutor do veículo.

No mínimo, e desde 1 de Junho de 2012, o seguro tem que cobrir 5 000 000€ para danos corporais e 1 000 000€ para anos materiais.

Mas existem outras coberturas que se podem contratar além da cobertura obrigatória de responsabilidade civil:

Capital facultativo para o seguro de responsabilidade civil: permite cobrir danos corporais ou materiais superiores ao obrigatório.

Assistência em viagem para o veículo seguro e seus passageiros: abrange, em caso de avaria ou acidente, o reboque do veículo, o transporte de pessoas e bens e o fornecimento de outro veículo até ao final da viagem.

Protecção jurídica: cobre os custos de um advogado que representante os interesses do segurado e as despesas decorrentes de um processo judicial ou administrativo.

Privação temporária de uso: garante o pagamento de uma compensação pelos prejuízos resultantes de uma impossibilidade de utilização do veículo seguro durante um determinado período, tal como quando o veículo está a ser reparado.

Danos próprios: cobre os danos sofridos pelo veículo seguro, mesmo nas situações em que o condutor seja responsável pelo acidente. Entre as coberturas que podem ser contratadas encontram-se choque, colisão, capotamento, incêndio, furto ou roubo.

Além das coberturas já citadas anteriormente, que geralmente integram os seguros de danos próprios, o cliente poderá ainda optar por algumas opções extra: protecção contra fenómenos da Natureza; riscos sociais e políticos; actos de vandalismo; assistência em viagem; veículo de substituição, etc.

As escolhas de outras coberturas dependerão obviamente das possibilidades económicas de cada um. Já que, quantas mais coberturas adicionais subscrever, maior será o prémio final.

A franquia é outra das opções importantes que deverá tomar. A larga maioria das seguradoras trabalha com uma franquia percentual (que pode ir de 2% a 20%), embora existam também algumas com franquia fixa (geralmente de 250 euros a 750 euros). Quanto maior a franquia, menor o valor do prémio. A franquia corresponde ao valor que será pago pelo segurado em caso de sinistro.

Preço de um seguro

Há vários factores que podem influenciar o preço de um seguro. Os preços dos seguros variam de companhia para companhia. Cada empresa de seguros é livre de fixar os seus próprios preços para os seguros, incluindo o do seguro próprio seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel. Factores como: idade do veículo, idade do condutor, anos de carta, zona de residência e outros podem influenciar o preço, assim como a estrutura de preços da própria seguradora.

O seguro também pode variar de ano para ano. Na renovação do contrato as seguradoras podem actualizar o preço do seguro. O preço normalmente aumenta em função da ocorrência de sinistros com culpa para o condutor e diminui no caso do aumento de anos sem acidentes. No primeiro caso diz-se que houve um agravamento do prémio, no segundo existe uma bonificação ou bónus.

Antes de contratar um seguro automóvel o cliente deve pesquisar e solicitar várias informações e propostas a diferentes seguradoras: o preço da cobertura obrigatória e das coberturas facultativas; os riscos cobertos e excluídos; as opções face à franquia; tabela de bonificação ou penalização do prémio; os países onde são válidas as coberturas; a tela de desvalorização. Hoje em dia as opções no mercado são variadíssimas e existe uma forte concorrência entre as seguradoras, o que só beneficia o cliente.

Actualmente as seguradoras permitem normalmente simular o seguro online, o que facilita a comparação das várias propostas. Faça uma análise muito cuidadosa às seguradoras e tenha em conta questões como a reputação da marca, credibilidade da empresa no sector, capacidade de resolver os casos dos seus clientes e apoio facultado durante todo o processo anterior à contratação mas sobretudo ao acompanhamento posterior, nomeadamente no decurso de um sinistro que implique a activação da apólice.

Cada vez mais, as seguradoras online se apresentam como mais vantajosas face às tradicionais. Este tipo de seguros, por norma é mais barato, pois a inexistência de balcões, permite às companhias praticar custos bastantes mais baixos (low cost), fazendo assim diminuir o preço dos seguros.

A concorrência faz com que todos os anos as seguradoras lançam novos produtos no mercado. Existem seguros específicos para mulheres, para famílias, seguros com sorteios e ofertas, seguros com protecções acrescidas, etc. Deverá assim periodicamente verificar as várias opções do mercado e eventualmente negociar a mudança para um novo produto ou seguradora. Algumas seguradoras com o objectivo de captar novos clientes possuem também ofertas tentadoras, que podem até reflectir-se em meses de seguro grátis. No entanto, não se deixe levar facilmente e faça bem as contas ao prémio final. Mude apenas se compensar.

Numa altura em que está instalada a crise, todos procuram novas formas de poupar e de reduzir os custos fixos. Existe uma opção no mercado que é a consolidação de seguros. A operação é simples: procura-se a entidade que ofereça a melhor qualidade/preço e reúnem-se todas as apólices de seguro numa só. O resultado é apelativo: menos dinheiro a sair do orçamento familiar.

Por fim recomendamos sempre a negociação do seu seguro actual. Não tenha receio em negociar e apresente a sua intenção de mudar para um seguro mais barato ou com um serviço melhor e demonstre que tem essas ofertas em sua posse. Esta atitude poderá fazer com que lhe façam uma nova proposta mais vantajosa e assim vir a beneficiar no prémio anual.

Grande parte destes conselhos é puro bom senso. De facto não existe muito conhecimento associado a estas práticas. É importante que o segurado tenha em mente que pode mudar de seguradora sempre que quiser e que isso lhe seja vantajosos.

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