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Opel Calibra – Fórmula de sucesso

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O início da década de 90 foi um período onde foi lançado uma grande fornada de automóveis desportivos, em especial os modelos de duas ou três portas aos quais o mercado chama de Coupes.

Estavam na “moda” entre o público, e as marcas produziram automóveis com características especificas como design e performance, para ir ao encontro dos desejos dos seus clientes.

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Já aqui esmiuçamos um desses Coupes, o famoso VW Corrado e agora é altura de falarmos do Opel Calibra, um dos seus mais directos concorrentes.

O início de produção deste desportivo deu-se em 1989 e prolongou-se até 1997, o que prova o sucesso que este modelo alcançou em particular no continente europeu. Para se ter uma ideia o Calibra chegou a ser comercializado em Inglaterra até 1999, o que não deixa de ser notável uma longevidade de 10 anos de um modelo que sofreu poucas alterações durante deste período.

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Conhecido como Opel Calibra na Europa, ou como Vauxhall Calibra em Inglaterra, Chevrolet Calibra na América do Sul ou como Holden Calibra na Austrália e Nova Zelândia, este modelo conquistou muitos clientes nestes importantes mercados.

Produzido usado a base do Opel Vectra daquele período, que tinha sido lançado um ano antes do Calibra (1988) e com um objectivo de combater os rivais europeus mas também os concorrentes japoneses, a sua produção inicial foi dividida entre dois países, na Alemanha e na Finlândia. Se bem que a partir de 1995 a produção passou totalmente para aquele país nórdico.

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Em 1995 quando o Vectra A foi substituído a produção do Calibra não foi afectada nem alterada, já que este modelo continuou a usar os órgãos mecânicos do modelo que foi entanto extinto. Porém no mesmo período a Opel lançava um coupe de menores dimensões, o Tigra e quando terminou a produção do Calibra, existiu um período sem qualquer coupe de média dimensão, até que finalmente em 2001 a Opel lança um “sucessor”, o Opel Astra Coupe, um desportivo de 2 portas capaz de rivalizar com a nova concorrência e deixar de novo a marca alemã em boa posição no mercado automóvel em especial neste segmento.

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O Calibra foi desenhado por um Alemão de seu nome Erhard Schnell e a sua carroçaria foi projectada para ser bastante aerodinâmica, aliás segundo a publicidade que era emitida na televisão sobre este modelo, o coupe tinha um coeficiente aerodinâmico de 0.26 (cd), um valor recorde que o tornava no modelo automóvel em produção mais eficiente nesta área, um “reinado” que manteve durante um período de 10 anos e que terminou quando foram lançados os modelos que conseguiram ser (ainda) mais eficientes, o Audi A2 e o Honda Insight com um registo de 0.25.

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Mais tarde na carreira do Calibra, algumas das versões (16V, V6 e o 4×4) tinham pior coeficiente aerodinâmico (0.29) já que possuíam alterações mecânicas no sistema de arrefecimento, no fundo do carro e nas jantes diferentes que alteravam o excelente valor obtido no modelo mais “básico”.

A carreira comercial deste desportivo conseguiu bater as vendas do rival Ford Probe, outro coupe com linhas futuristas mas que falhou em alcançar o sucesso comercial que a Ford pretendia.

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O Calibra contudo não conseguiu igualar em Inglaterra (mercado importante) as vendas do Rover 200 Coupe, um modelo que tinha boas performances e um preço muito atractivo mas fez frente a muitos rivais nipónicos de qualidade como o Toyota Celica por exemplo.

Durante os vários anos em que o Calibra foi produzido, foram lançados várias edições especiais, que ofereciam cores exclusivas que não saíam noutras versões: um amarelo, Solar Yellow e uma cor azul Icelandic Blue.

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Mas nenhum automóvel desportivo vive só do design, as motorizações também são importantes e nesse capítulo o Calibra esta bem servido.

As unidades motrizes que equiparam o modelo aquando do lançamento foram um motor 2,0 litros com 8 válvulas que debitava 115 cavalos de potência (C20NE) e outro com a mesma capacidade mas com 16 válvulas que permitiam uma potência de 150 cavalos (C20XE).

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Quaisquer destas versões tinham tração dianteira, tal e qual como o V6.

A versão mais “radical” foi lançada em 1992 e era motorizada por um motor turbo de 2,0 litros de capacidade que debitava 204 cavalos de potência. Era a mesma unidade de 16 válvulas mas desta feita equipada com um turbocompressor (C20LET). Com tracção às 4 rodas e fazendo uso de uma caixa de 6 velocidades manual alcançava uma velocidade máxima de 245 km/h e tornava-se assim na versão mais potente e veloz, com a vantagem de ter um comportamento dinâmico mais eficaz.

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No ano seguinte, em 1993 a Opel decidiu introduzir uma motorização Ecotec V6 com 2,5 litros de capacidade (C25XE) que debitava 170 cavalos de potência, este tanto poderia vir com caixa manual de 5 velocidades ou com caixa automática dando ao Calibra uma versão mais “civilizada”. Mesmo não sendo tão rápido como o “irmão” turbo, não tinha a complexidade do sistema de tracção integral nem a falta de fiabilidade reconhecida.

Dois anos mais tarde, a família de motores Ecotec entrava em força no modelo, substituindo o famoso C20XE de 16 válvulas por um 2,0 litros (X20XEV). Este último contudo tinha menos potência, 136 cavalos contra os 150 do motor anterior. Ainda assim os fãs deste modelo continuaram a puder adquirir a versão Turbo que não foi alterada.

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Como tínhamos referido no início deste artigo, os últimos modelos foram produzidos em 1997, e a versão Turbo 4×4 teve edições limitadas que possuíam vários acessórios extras do catálogo do preparador Irmscher, e as carroçarias eram pintadas numa cor preta exclusiva para estas unidades.

Um aileron foi adicionado à traseira, para além disso foram equipados com jantes de 16 polegadas da marca BBS assim como foi adoptado pormenores na carroçaria pintados com a mesma cor do resto do carro.

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No capítulo dinâmico a suspensão foi rebaixada em 35mm com novas molas e novos amortecedores (mais rijos) do mesmo preparador.

O interior em pele recebeu uma cor creme, e o volante foi revestido a pele cinzenta e onde não faltava uma pequena placa no consola central que identificava que estas versões exclusivas.

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O Calibra conheceu enorme sucesso comercial em especial na Europa, ao qual ajudou e muito, a participação no Campeonato Alemão de Carros de Turismo também conhecido como DTM onde o modelo sagrou-se campeão em 1996 pelas mãos do piloto Manuel Reuter.

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Inconfundível na sua estética, não era o Coupe com melhores atributos dinâmicos mas era um dos mais desejados, muito por mérito da sua estética e das unidades motrizes escolhidas, em especial o 2.0 16V e o Turbo, já que eram facilmente modificados para obter (ainda) melhores performances, aliados a uma linha aerodinâmica que os permitiam atingir velocidades máximas dignas de registo para a época. Isto não esquecendo um PVP não muito elevado.

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Foi porventura um dos automóveis deste período mais personalizável no mundo do Tuning, e havia milhares de acessórios de diversas marcas para este modelo. O seu sucesso ainda hoje perdura, porém a Opel não voltou a usar o nome Calibra em nenhum outro modelo.

Sérgio Gonçalves

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