Os segredos das curvas de Le Mans

Published On 11 de Junho de 2014 | Curiosidades

24 HEURES DU MANS 2013 19-23 juin 2013 © CLEMENT MARIN

Na terceira edição do Guia de curvas Dunlop, Mark Hales, Oliver Pla e Sebastien Montet dão três perspectivas distintas da mesma parte do circuito de Le Mans. Os vídeos do guia de curvas da Dunlop foram produzidos pelo reconhecido escritor, jornalista, treinador de pilotos e piloto Mark Hales. Com cerca de 200 vitórias em circuitos de todo o mundo, Mark está perfeitamente preparado para construir uma visão útil, detalhada e precisa das técnicas a aplicar na hora de fazer as curvas. Por outro lado, Oliver Pla pilota na G-Drive Racing e ganhou as primeiras corridas do Campeonato Mundial de Resistência. Sebastien Montet é o diretor de desenho de corridas e desenvolvimento da Dunlop Motorsport.

A visão do treinador de pilotos Mark Hales

As curvas da Porsche:

As curvas da Dunlop:

Mulsanne:

A visão do piloto
Oliver Pla, piloto da G Drive Racing Racing

As curvas Porsche:
“É uma das partes mais difíceis no circuito das 24Horas de Le Mans. É uma curva muito rápida com mudanças de direção vertiginosas onde os pneus têm um papel muito importante. É preciso muita aderência nesta parte e é aqui onde os pneus Dunlop entram em ação”.

As curvas Dunlop:
“É a primeira curva depois da reta das boxes. A travagem não é fácil, já que é preciso travar ligeiramente no apoio e é necessário uma máquina realmente estável. Colocar o carro bem na entrada da curva Dunlop é muito importante quando se reduz ali. A gincana é muito ajustada e a tração na saída é crucial já que condiciona a descida até Tertre Rouge”.

Mulsanne:
“A curva fechada de Mulsanne é um dos pontos de travagem mais duros no circuito das 24 Horas de Le Mans. Num LMP2, passamos de 300 km/h para 70 km/h em 100 metros! É uma desaceleração enorme. A saída de Mulsanne é muito importante e ali também é preciso uma boa tração porque condiciona a longa reta que leva até Indianápolis. A secção entre Mulsanne e Arnage é a parte mais escura da pista durante a noite”.

Arnage:
“Arnage é bastante delicada, já que é onde há menos aderência quando se trava. É um lugar onde normalmente os pilotos cometem erros, especialmente de noite. Sentes que podes travar muito tarde, mas esses centímetros a mais podem levar-te a cometer um erro. É realmente muito enganadora, sobretudo à noite quando a pista está mais fria”.

A visão da Dunlop
Sebastien Montet, diretor de desenho de corridas e desenvolvimento da Dunlop Motorsport refere que “as curvas Porsche exercem muita força na lateral dos pneus. Um dos objetivos para as especificações de pneus de 2014 era melhorar o comportamento lateral das nossas borrachas. Conseguimos isso e os resultados demonstraram-no nas primeiras quatro corridas (WEC e ELMS) com vitórias em todas elas. As melhorias em termos gerais da aderência nos pneus de 2014 darão segurança à nossa equipa para ir ao limite em todas essas impressionantes curvas de alta velocidade”

LE MANS TEST DAY  1 june 2014 © CLEMENT MARIN

“Com as melhorias na aderência conseguidas graças ao novo perfil de construção de pneus traseiros em 2014, teríamos que melhorar também as borrachas dianteiras. A força de travagem misturada com a carga lateral aumentou, o que será útil nas curvas Dunlop. O pneu de 2014 estará em casa nesta curva específica e lançará os carros com pneus Dunlop até ao difícil percurso que passa por baixo da lendária ponte Dunlop”.

“Enquanto as curvas Porsche e Dunlop põem o pneu sob uma forte pressão de um modo combinado, Mulsanne exerce uma carga puramente longitudinal. Primeiro é necessário um pneu dianteiro muito forte que dê suporte a um dos pontos de travagem mais rígidos, para logo baixar a potência e concentrar toda a carga nos pneus traseiros, os quais devem proporcionar uma tração muito boa que leve à reta de Indianápolis. Temos visto que os nossos novos desenvolvimentos nas borrachas para 2014 estão muito adequados a estas condições como nos mostraram os resultados em Spa no Campeonato do Mundo de Resistência. A primeira curva em Spa é muito similar a esta, onde a travagem não é muito forte mas a tração é muito importante porque conduz à parte mais rápida da pista”.

LE MANS TEST DAY  1 june 2014 © CLEMENT MARIN

“A gama de compostos desenvolvida para 2014 foi desenhada para funcionar com uma amplitude térmica maior. As condições climatéricas têm sido favoráveis para mostrar que funciona: desde pistas frias e rígidas como silverstone, onde o novo composto rígido funcionou muito bem com temperaturas frias até Imola, onde o composto suave recentemente introduzido, funcionou na perfeição numa pista com altas temperaturas. Os nossos pneus em 2014 não podem dar mais visibilidade aos pilotos durante a noite, e é certo que lhes darão mais resistência já que são mais robustos numa pista com variações de temperatura”.

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