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TOP 10: as 125cc mais económicas à venda em Portugal em 2026

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Da Honda à Keeway, passando por Yamaha, Suzuki, Zontes, Kymco e Voge: estas são as dez motos e scooters de combustão que menos gasolina gastam, de acordo com os consumos declarados pelos fabricantes. E há modelos abaixo dos 2.000 euros.

Quem compra uma moto para usar todos os dias olha cada vez mais para o consumo. E não é difícil perceber porquê: uma pequena 125 cc pode percorrer dezenas de quilómetros com um litro de gasolina, tornando-se uma alternativa bastante económica ao automóvel nas deslocações quotidianas.

Com o preço dos combustíveis a continuar a pesar no orçamento de quem utiliza diariamente o automóvel, a procura por alternativas mais económicas voltou a ganhar força. E é aqui que as motos e scooters de pequena cilindrada assumem um papel particularmente interessante: há modelos à venda em Portugal capazes de anunciar consumos inferiores a 2 litros de gasolina por cada 100 quilómetros, permitindo percorrer dezenas de quilómetros com apenas um litro. Numa altura em que cada visita à bomba conta, estes valores ajudam a explicar por que razão as pequenas 110 e 125 cc continuam a ser uma opção tão procurada para as deslocações do dia a dia.

Mas há diferenças consideráveis entre modelos.

A Honda CB125F consegue um consumo declarado de apenas 1,4 l/100 km, enquanto várias outras propostas ficam entre 1,8 e 2,3 l/100 km. E, neste universo, aparecem algumas surpresas: marcas como Zontes, Kymco, Voge e Keeway conseguem competir diretamente com os fabricantes japoneses.

Para elaborar esta lista considerámos apenas modelos novos com presença comercial em Portugal e para os quais encontrámos um valor de consumo declarado ou homologado comparável. Os preços correspondem aos PVP/preços de referência encontrados nas páginas das marcas ou em distribuidores portugueses e foram consultados em setembro de 2026.

Importante: consumo homologado não significa consumo garantido na estrada. Trânsito, velocidade, peso, vento, temperatura e estilo de condução podem alterar significativamente o resultado real.

1. Honda CB125F — 1,4 l/100 km

PVP: 2.999 €

A Honda começa e termina a conversa sobre economia com um número difícil de ignorar: 1,4 l/100 km.

A CB125F é, nesta seleção, a moto com o menor consumo declarado. O seu motor monocilíndrico de 124 cc desenvolve 11 cv e está associado a uma caixa manual de cinco velocidades.

A Honda anuncia 67 km/l, o equivalente aos 1,4 litros por cada 100 km utilizados nesta comparação. Com um depósito de 11 litros, a marca aponta para uma autonomia potencial que pode chegar aos 800 km em determinadas condições de utilização.

O preço também é interessante para uma moto convencional: 2.999 euros, antes das despesas que a Honda identifica para documentação, preparação, IUC e Eco-Valor dos pneus.

Consumo: 1,4 l/100 km
Cilindrada: 124 cc
Potência: 11 cv
Depósito: 11 l
PVP: 2.999 €

2. Yamaha RayZR — 1,8 l/100 km

PVP: 2.420 € em campanha

A primeira scooter da lista é também uma das mais acessíveis.

A Yamaha RayZR utiliza um motor de 125 cc, refrigerado a ar, com transmissão automática e declara apenas 1,8 l/100 km.

Isto significa aproximadamente 55,6 km por litro em condições de homologação.

O modelo foi pensado especificamente para a mobilidade urbana, e o baixo peso é uma das suas características. A Yamaha apresenta atualmente a RayZR por 2.420 euros, através de uma oferta de preço “chave na mão”.

É uma combinação particularmente interessante para quem procura uma scooter simples para ir trabalhar, estudar ou fazer pequenas deslocações.

Consumo: 1,8 l/100 km
Cilindrada: 125 cc
Potência: 8,2 cv
Transmissão: automática
PVP: 2.420 € em campanha

3. Zontes 125C — 1,8 l/100 km

PVP: 3.538 €

Eis uma das grandes diferenças relativamente à primeira lista: a Zontes entra diretamente no pódio.

O motor de 125 cc da Zontes 125C declara um consumo de 1,8 l/100 km, apesar de disponibilizar 14,5 cv.

Ou seja, estamos perante uma moto de aspiração mais desportiva, com caixa de seis velocidades, refrigeração líquida e ABS, que mantém um consumo declarado ao nível das scooters urbanas mais económicas. O manual português da marca indica 1,8 l/100 km.

O PVP encontrado para a 125C em Portugal é de 3.538 euros, IVA incluído, sem ISV e despesas de documentação.

Consumo: 1,8 l/100 km
Cilindrada: 125 cc
Potência: 14,5 cv
Caixa: 6 velocidades
PVP: 3.538 €

4. Honda Vision 110 — 1,9 l/100 km

PVP: 2.199 €

Com apenas 109 cc, a Honda Vision 110 consegue um consumo declarado de 1,9 l/100 km.

É uma scooter muito mais pequena e leve do que muitas das 125 cc presentes nesta lista: pesa apenas 100 kg em ordem de marcha.

A transmissão é automática CVT e a potência chega aos 8,7 cv. Para quem circula sobretudo na cidade, a combinação de dimensões compactas, baixo peso e consumo reduzido faz da Vision uma das propostas mais racionais da Honda.

O PVP anunciado para a versão 2026 é de 2.199 euros, sem despesas de documentação, preparação, IUC e Eco-Valor dos pneus.

Consumo: 1,9 l/100 km
Cilindrada: 109 cc
Potência: 8,7 cv
Peso: 100 kg
PVP: 2.199 €

5. Suzuki Address 125 — 1,9 l/100 km

PVP: 2.499 €

A Suzuki Address 125 é uma das scooters que mais diretamente compete com a Honda Vision e Yamaha RayZR no terreno da economia.

O seu motor de 124 cc utiliza a tecnologia Suzuki Eco Performance e anuncia 1,9 l/100 km, ou 52,6 km/l.

A scooter pesa 105 kg e tem um depósito de 5 litros. A transmissão é automática CVT.

Em Portugal, o preço começa nos 2.499 euros, IVA incluído.

Não é a mais potente nem a mais sofisticada da lista, mas isso não é necessariamente uma desvantagem quando a prioridade é reduzir os custos de utilização.

Consumo: 1,9 l/100 km
Cilindrada: 124 cc
Potência: —
Peso: 105 kg
PVP: 2.499 €

6. Kymco Agility S 125 — 2,1 l/100 km

PVP de referência: cerca de 2.450 €

A Kymco é outra marca que merece claramente estar nesta lista.

A Agility S 125 apresenta um consumo de aproximadamente 2,1 l/100 km e foi desenvolvida como uma scooter de roda alta orientada para a mobilidade urbana.

O motor monocilíndrico de 125 cc desenvolve 11 cv. A marca destaca também o baixo consumo e uma autonomia anunciada de até 333 km com o depósito de 7 litros.

O preço de referência divulgado para este modelo é de 2.450 euros, embora seja importante confirmar o PVP final e disponibilidade no concessionário português, já que a informação de preço encontrada é sobretudo da operação ibérica da marca.

Consumo: 2,1 l/100 km
Cilindrada: 125 cc
Potência: 11 cv
Depósito: 7 l
PVP de referência: 2.450 €

7. Honda PCX125 — 2,1 l/100 km

PVP: 3.499 €

A Honda PCX125 é uma proposta bastante diferente da Vision 110.

É maior, mais potente e mais equipada, mas consegue manter um consumo declarado de apenas 2,1 l/100 km.

O motor eSP+ de 125 cc desenvolve 12,5 cv e está associado a uma transmissão automática CVT. O depósito de 8,1 litros proporciona uma margem de autonomia interessante para quem utiliza a scooter diariamente.

O preço anunciado pela Honda Portugal é de 3.499 euros para a PCX125, havendo ainda uma versão DX por 3.810 euros.

É precisamente aqui que se percebe que “económica” não significa necessariamente “barata”: a PCX custa bastante mais do que algumas scooters da lista, mas oferece um nível de equipamento e utilização mais completo.

Consumo: 2,1 l/100 km
Cilindrada: 125 cc
Potência: 12,5 cv
Depósito: 8,1 l
PVP: 3.499 €

8. Yamaha R125 — 2,1 l/100 km

PVP: 5.750 €

É provavelmente a presença mais surpreendente da lista.

A Yamaha R125 é uma moto desportiva, com carenagem integral, motor monocilíndrico de 125 cc, 15 cv e caixa de seis velocidades. Ainda assim, declara apenas 2,1 l/100 km.

É um consumo semelhante ao da PCX125, mas estamos perante filosofias completamente diferentes.

A Yamaha anuncia atualmente a R125 a partir de 5.750 euros em Portugal.

Não é obviamente uma escolha orientada para quem procura o preço de aquisição mais baixo. Mas para quem quer uma verdadeira moto desportiva de 125 cc sem abdicar de um consumo reduzido, os números são impressionantes.

Consumo: 2,1 l/100 km
Cilindrada: 125 cc
Potência: 15 cv
Caixa: 6 velocidades
PVP: 5.750 €

9. Keeway Fact X 125 — 2,3 l/100 km

PVP: 1.990 € em campanha

A Keeway Fact X 125 é talvez uma das maiores surpresas quando se cruza consumo e preço.

O consumo declarado é de 2,3 l/100 km, valor que continua a ser bastante baixo. O motor de 124,6 cc produz 8,8 cv e a transmissão é automática CVT.

Mas é no preço que a Fact X realmente se destaca.

A campanha oficial da Keeway apresenta um PRVP de 1.990 euros, valor ao qual acrescem despesas de documentação, ISV e transporte. A campanha está indicada como válida até 30 de setembro de 2026.

Por outras palavras: por menos de 2.000 euros é possível encontrar uma scooter 125 nova que anuncia 2,3 l/100 km.

Consumo: 2,3 l/100 km
Cilindrada: 124,6 cc
Potência: 8,8 cv
Transmissão: automática CVT
PRVP: 1.990 € em campanha

10. Voge SR1 125 — 2,3 l/100 km

PVP: 2.792 €

A fechar o Top 10 aparece a Voge SR1 125, uma scooter que demonstra como as marcas chinesas evoluíram rapidamente neste segmento.

A SR1 utiliza um motor monocilíndrico de 124,9 cc, refrigeração líquida, injeção eletrónica e transmissão automática.

A ficha técnica portuguesa indica 2,3 l/100 km de consumo homologado. A marca refere também um consumo médio de 2,2 l/100 km na descrição comercial, mas para esta comparação utilizámos o valor explicitamente identificado como “consumo homologado”.

O equipamento é particularmente interessante: ABS de dois canais, controlo de tração, keyless, iluminação Full LED, câmara frontal HD e espaço para um capacete integral.

O preço promocional atualmente anunciado é de 2.792 euros, com cinco anos de garantia e oferta de top case SHAD SH29 até 30 de setembro de 2026.

Consumo homologado: 2,3 l/100 km
Cilindrada: 124,9 cc
Potência: 11,5 cv
Depósito: 8 l
PVP promocional: 2.792 €

TOP 10 de relance

#ModeloConsumo declaradoPVP em Portugal*
1Honda CB125F1,4 l/100 km2.999 €
2Yamaha RayZR1,8 l/100 km2.420 €
3Zontes 125C1,8 l/100 km3.538 €
4Honda Vision 1101,9 l/100 km2.199 €
5Suzuki Address 1251,9 l/100 km2.499 €
6Kymco Agility S 1252,1 l/100 km~2.450 €
7Honda PCX1252,1 l/100 km3.499 €
8Yamaha R1252,1 l/100 km5.750 €
9Keeway Fact X 1252,3 l/100 km1.990 €
10Voge SR1 1252,3 l/100 km2.792 €

*Preços consultados em setembro de 2026. Podem existir campanhas, diferenças entre concessionários e despesas adicionais de documentação, transporte, ISV, preparação ou outros encargos.

E quanto se gasta em gasolina?

A melhor forma de perceber as diferenças é imaginar 10.000 km por ano.

Com os consumos declarados, teríamos aproximadamente:

  • 1,4 l/100 km: 140 litros/ano
  • 1,8 l/100 km: 180 litros/ano
  • 1,9 l/100 km: 190 litros/ano
  • 2,1 l/100 km: 210 litros/ano
  • 2,3 l/100 km: 230 litros/ano

Entre a CB125F, com 1,4 l/100 km, e uma moto que consuma 2,3 l/100 km, a diferença teórica é de 90 litros de gasolina por cada 10.000 km.

A 20.000 km anuais, a diferença passa para 180 litros.

É precisamente por isso que algumas décimas de litro podem ter impacto quando falamos de quem utiliza a moto diariamente durante vários anos.

Mas qual é realmente a mais económica?

Depende do que entendermos por “económica”.

Se olharmos exclusivamente para o consumo, a resposta é clara: a Honda CB125F, com 1,4 l/100 km, lidera esta seleção.

Se cruzarmos preço de aquisição e consumo, a história muda. A Keeway Fact X 125 surge com um preço de campanha de 1.990 euros e 2,3 l/100 km, enquanto a Honda Vision 110 custa 2.199 euros e anuncia 1,9 l/100 km.

E se o objetivo for encontrar uma moto que continue a ser económica mas ofereça características mais próximas de uma moto “a sério”, a Zontes 125C e a Yamaha R125 mostram que é possível ter 14,5 ou 15 cv sem saltar para consumos elevados.

O que esta lista revela

Há uma conclusão particularmente interessante neste levantamento: a economia deixou de ser um território exclusivo das marcas japonesas.

Honda, Yamaha e Suzuki continuam a apresentar números muito competitivos, mas Zontes, Kymco, Keeway e Voge já oferecem alternativas capazes de disputar diretamente o consumo — e, em alguns casos, com preços de entrada bastante inferiores.

Também fica evidente que preço e consumo são duas coisas diferentes.

A moto que menos gasolina gasta não é necessariamente a que custa menos. E a mais barata também não é obrigatoriamente a que representa o menor custo de utilização a longo prazo.

Para quem percorre muitos quilómetros, a combinação ideal será sempre resultado de vários fatores: preço de compra, consumo real, manutenção, pneus, seguro, autonomia e, sobretudo, o tipo de utilização.

Uma coisa, porém, é certa: para quem procura fugir aos consumos de um automóvel, uma pequena moto ou scooter de combustão continua a ser uma das formas mais acessíveis de percorrer muitos quilómetros gastando pouco combustível.

Sérgio Gonçalves

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