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Yamaha termina a produção da YZF-R6 em 2027 e encerra um dos capítulos mais marcantes das supersport

É o fim de uma era. A Yamaha confirmou que 2027 marcará o encerramento definitivo da produção da YZF-R6, colocando um ponto final na história de uma das motos mais emblemáticas do segmento das supersport de 600 cc.

Depois de ter abandonado os mercados de estrada em 2020 devido às exigentes normas de emissões Euro 5, a R6 continuou a viver exclusivamente como modelo de competição, através da YZF-R6 Race. Agora, até essa última versão tem os dias contados, com a marca japonesa a anunciar uma derradeira produção limitada destinada ao mercado nipónico.

A última oportunidade para adquirir uma R6 nova

A Yamaha abriu um sistema de reservas para as últimas unidades da YZF-R6 Race Base Model, que serão produzidas apenas mediante encomenda.

O período de reservas decorre durante os meses de julho e agosto de 2026, estando as entregas previstas para 26 de fevereiro de 2027. Terminada esta produção, a linha de montagem da R6 será encerrada em definitivo, encerrando uma carreira iniciada há 27 anos.

Uma referência desde 1999

Apresentada em 1999, a YZF-R6 revolucionou o segmento das supersport de média cilindrada.

Com o seu motor de 599 cc de quatro cilindros em linha, capaz de ultrapassar as 16.000 rpm nas versões mais recentes, rapidamente se tornou referência pelo desempenho, precisão do chassis e comportamento em circuito.

Ao longo da sua carreira, conquistou inúmeros títulos nacionais e internacionais, destacando-se no Campeonato do Mundo de Supersport, onde dominou durante vários anos e se tornou uma das motos mais vitoriosas da categoria.

O peso das emissões e da evolução do mercado

A decisão da Yamaha não surge de forma inesperada.

A adaptação do sofisticado motor de quatro cilindros às sucessivas normas ambientais tornou-se cada vez mais complexa e dispendiosa. Ao mesmo tempo, o mercado foi mudando, com os consumidores a privilegiarem motos de maior cilindrada equipadas com motores bicilíndricos ou tricilíndricos, mais fáceis de homologar e com maior disponibilidade de binário em utilização diária.

Perante este cenário, a Yamaha optou por concentrar a sua estratégia nas novas YZF-R7 e YZF-R9, esta última equipada com o conhecido motor tricilíndrico CP3, assumindo o papel de nova referência da marca no segmento das supersport.

Uma despedida com sabor especial

A derradeira YZF-R6 Race não será uma nova geração, mas receberá alguns componentes herdados da YZF-R1, nomeadamente ao nível das suspensões e do sistema de travagem, numa espécie de homenagem final à moto que marcou uma geração de pilotos e apaixonados pelas quatro cilindros de média cilindrada.

O futuro pertence à R9

Com a saída de cena da R6, a Yamaha encerra definitivamente a era das supersport de quatro cilindros de 600 cc na sua gama de produção.

A aposta passa agora pela YZF-R9, que já se afirmou em competição e representa a nova filosofia da marca para este segmento: motores mais utilizáveis, maior versatilidade e capacidade para responder às exigências ambientais atuais.

Sérgio Gonçalves

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