30º ANIVERSÁRIO DO OPEL MONTEREY

Published On 8 de Junho de 2022 | carros e marcas, Cultura Automóvel, Notícias

Um confortável automóvel de passageiros ou um robusto todo-o-terreno? Até ao início dos anos 90, os clientes na Europa tinham de tomar uma decisão consciente. Tudo mudou em 1991 com a chegada do Opel Frontera, um “veículo recreativo” de tração integral (AWD) que combinou o melhor de dois mundos, e fê-lo com enorme sucesso. O fabricante alemão de automóveis deu mais um passo em 1992 – há exatamente 30 anos – e apresentou o Monterey, um veículo de lazer que visava diretamente o segmento superior do mercado todo-o-terreno. O Monterey combinou uma carroçaria elegante e capacidade todo-o-terreno com um elevado nível de conforto e muito espaço. Um conceito que continua a encantar os clientes de hoje: a mais recente edição do Opel Grandland, SUV assumiu o papel de topo de gama na atual oferta de modelos da marca, com um design arrojado e puro, bem como com a secção dianteira marcada pelo Opel Vizor, além de tecnologias avançadas como a iluminação adaptativa Intelli-Lux LED® Pixel e, claro, eletrificado sob a forma de um híbrido plug-in com a opção de tração integral. A base para o sucesso dos atuais modelos SUV e crossover Grandland, Mokka e Crossland foi lançada há três décadas pelos Monterey e Frontera.

Opel Monterey: Novo concorrente no segmento superior dos todo-o-terreno

Com a introdução do Monterey em 1992, a Opel alargou a sua gama de atrativos todo-o-terreno ao segmento superior do mercado. O resultado da cooperação entre a Opel e a sua marca irmã na altura, a Isuzu, o Monterey foi adaptado para o mercado europeu onde a procura era elevada para uma combinação de capacidade todo-o-terreno e o conforto típico dos automóveis de passageiros. E o Monterey acertou em cheio: uma funcionalidade de topo e um aspeto robusto. A roda suplente estava montada na porta traseira e destacava, claramente, o seu caráter todo-o-terreno.

O Monterey estava disponível em duas versões de carroçaria e três níveis de acabamento. A Opel propunha o Monterey RS como uma versão de reduzida distância entre eixos, com três portas e quatro lugares. O Monterey e o Monterey LTD contavam com uma maior distância entre eixos e a opção de cinco ou sete lugares. Graças à posição elevada dos bancos, o condutor dispunha de uma boa visibilidade, enquanto os passageiros desfrutavam de espaço generoso para a cabeça e para as pernas. Os apoios de braços para o condutor e passageiro da frente aumentavam ainda mais o conforto. O Monterey era também muito prático, pois com os bancos traseiros rebatidos o volume disponível para bagagem crescia para 2.548 litros. O SUV da Opel podia, também, rebocar 2.600 kg.

Um chassis para todas as superfícies: Confortável para a estrada, robusto para o piso irregular

O Monterey foi concebido para a condução do dia-a-dia, bem como para se aventurar “fora de estrada”. A suspensão dianteira independente contava com triângulos duplos, enquanto na traseira o Monterey dispunha de um eixo traseiro rígido com braços longitudinais, uma barra Panhard e molas helicoidais progressivas.

A utilização em percursos fora-de-estrada foi possibilitada pela conceção robusta de todos os componentes relevantes. O curso das molas de 205 milímetros à frente e 230 mm atrás garantiu que o Monterey pudesse dominar com facilidade terrenos difíceis, tais como trilhos e valas, mesmo em encostas inclinadas. A caixa com redutoras permitiu-lhe enfrentar inclinações de até 76 por cento. Outros pré-requisitos para incursões todo-o-terreno incluíram uma passagem a vau de até 600 mm e um ângulo ventral máximo de 45 graus, bem como ângulos de ataque/saída de 40/31 graus, respetivamente. Todos os Monterey dispunham, de série, de cubos de roda livre no eixo dianteiro.

Estava disponível com dois grupos propulsores que proporcionavam a performance exigida – um motor Diesel de quatro cilindros com 3,1 litros de cilindrada e um V6 de 3,2 litros, a gasolina. O V6 de 130 kW (177 cv) era particularmente suave e confortável de utilizar. Com este motor, o Monterey podia também acelerar de 0 a 100 km/h em 11,5 segundos e atingir uma velocidade máxima de 170 km/h.

Atualizações de última geração: No Stop All-Wheel Drive e novas motorizações

Uma das melhorias mais importantes do model year 1996 foi o No Stop All-Wheel Drive, de controlo eletrónico e instalado como equipamento de série. Ao toque de um botão, os condutores podiam engatar a tração integral até aos 100 km/h a partir do conforto do seu lugar. O sistema tornou o Monterey mais seguro e mais conveniente – os condutores podiam aceder aos benefícios da tração integral não só quando saíam da estrada, mas também no caso de encontrarem superfícies escorregadias inesperadas.

A nova edição do porta-estandarte todo-o-terreno da Opel fez a sua estreia no Salão Automóvel de Genebra de 1998. Os destaques entre as inúmeras atualizações incluíram uma dianteira renovada, bem como várias melhorias ao nível do sua performance, segurança e consumo de combustível. Os dois novos grupos propulsores desenvolvidos destacaram-se em particular – um V6 de 3,5 litros a gasolina e um motor quatro cilindros de 3,0 litros a gasóleo. Com este último, o Monterey de 1998 foi o primeiro todo-o-terreno no mundo a combinar tecnologia de quatro válvulas por cilindro com injeção direta do tipo common-rail. Em comparação com o seu antecessor, o novo motor Diesel ofereceu uma melhoria significativa da potência (+40%) e do binário (+28%), em conjunto com um menor consumo de combustível. O Monterey também podia rebocar até 3.300 kg, na altura, uma das mais altas classificações da sua categoria

Em 1999, após sete anos de produção, o Opel Monterey chegou ao fim da sua viagem. O bestseller ao longo dos anos foi o Monterey LTD com equipamento topo de gama, um sinal, mesmo nessa altura, de que os clientes queriam uma mistura de elegância dinâmica e alta versatilidade com tecnologias inovadoras. Não surpreende, portanto, que esta combinação permaneça hoje em dia com grande procura – acompanhada pela eletrificação e um visual elegante – na forma do topo de gama da Opel, o SUV Grandland.

Sérgio Gonçalves
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